Fraudes com fios e cabos

03/11/2014

A prática da pirataria continua sendo combatida no Brasil, mas ainda há muito que ser feito. Nesse sentido, a conscientização dos consumidores e construtoras é primordial na luta contra o mercado negro, pois produtos falsificados e de origem duvidosa, popularmente conhecidos como piratas, podem gerar sérios danos.

“É preciso ter cuidado redobrado na hora de comprar, mais ainda na hora de receber e principalmente, onde comprar materiais elétricos. Existem revendedores que vendem condutores normatizados, mas entregam às construtoras fios e cabos desbitolados, ou seja, mais finos do que os condutores normatizados, o que é contra a lei”, diz o supervisor de compras da Loja Elétrica, Jorge Luiz Silva Carvalho.

Carvalho explica que, como utilizam menor quantidade de cobre, os condutores desbitolados - produzidos com diâmetros e pesos inferiores ao mínimo que a norma exige - são mais baratos que o condutor normatizado, mas não conduzem a corrente elétrica especificada em norma, podendo provocar incêndios de grandes proporções. Exemplo: um cabo pirata de 150 mm² tem, na realidade, cerca de 130 mm² e, consequentemente, custa 14% menos do que o cabo de 150 mm² normatizado.

Além disto, Carvalho cita que é comum a prática de um golpe com relação à quantidade. Por exemplo: a construtora compra um lance de 280 metros de cabo de 120 mm². O revendedor fraudulento envia uma bobina ou rolo com 265 metros, ou seja, faltando 5% na metragem. “Como nas obras não existem máquinas para medir cabos para fazer a conferência, as construtoras não detectam a fraude. Estes são os ‘milagres’ que alguns revendedores estão fazendo. Apresentam preços mais baixos, mas, na realidade, estão é enganando as construtoras”, lamenta