Tecnologia LED

30/06/2015

O QUE É LED

Na sua essência, o LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz) é um semicondutor com vida útil extremamente longa. O produto consiste em um chip de silício coberto com um composto gelatinoso especial a base de silicone que permite a passagem de luz e torna o chip resistente a certas condições e temperaturas. A vida útil de um LED em condições controladas é de até 100.000 horas (equivalente a 11 anos de operação contínua). Variações de calor e aplicação diminuem esta vida útil para cerca de 50.000 horas. Durante sua vida útil ocorre uma redução gradativa de seu fluxo luminoso, indicando que o produto deve ser substituído quando sua luminosidade atinge 50% do seu valor original.
BENEFÍCIOS NO USO DOS LEDS

Maior vida útil: Dependendo da aplicação, a vida útil do equipamento é longa, sem necessidade de troca. Considera-se como vida útil uma manutenção mínima de luz igual a 70%, após 50.000 horas de uso.
Custos de manutenção reduzidos: Em função de sua longa vida útil, a manutenção é bem menor, representando menores custos.
Eficiência: Apresentam maior eficiência que as Lâmpadas incandescentes e halógenas e, hoje, muito próximo da eficiência das fluorescentes (em torno de 50 lumens / Watt), mas este número tende a aumentar no futuro.
Baixa voltagem de operação: Não representa perigo para o instalador.
Resistência a impactos e vibrações: Utiliza tecnologia de estado sólido, portanto, sem filamentos e vidros, aumentando a sua robustez.
Controle dinâmico da cor: Com a utilização adequada, pode-se obter um espectro variado de cores, incluindo várias tonalidades de branco, permitindo um ajuste perfeito da temperatura de cor desejada.
Acionamento instantâneo: Tem acionamento instantâneo, mesmo quando está operando em temperaturas baixas.
Controle de Intensidade variável: Seu fluxo luminoso é variável em função da variação da corrente elétrica aplicada a ele, possibilitando, com isto, um ajuste preciso da intensidade de luz da luminária.
Cores vivas e saturadas sem filtros: Emite comprimento de onda monocromático, que significa emissão de luz na cor certa, (veja espectro de cores) tornando-a mais viva e saturada. Os LEDs coloridos dispensam a utilização de filtros que causam perda de intensidade e provocam uma alteração na cor, principalmente em luminárias externas, em função da ação da radiação ultravioleta do sol.
Ecologicamente correto: Não utiliza mercúrio ou qualquer outro elemento que cause dano à natureza.
Ausência de ultravioleta: Não emitem radiação ultravioleta sendo ideais para aplicações onde este tipo de radiação é indesejada. Ex.: Quadros – obras de arte.
Ausência de infravermelho: Também não emitem radiação infravermelha, fazendo com que o feixe luminoso seja frio.
* Com tecnologia adequada P.W.M, é possível a dimerização entre 0% e 100% de sua intensidade, e utilizando-se Controladores Colormix Microprocessados, obtém-se novas cores, oriundas das misturas das cores básicas. Que são: branco, azul, verde, azul, verde, amarelo, vermelho.
* Ao contrário das lâmpadas fluorescentes que tem um maior desgaste da sua vida útil no momento em que são ligadas, nos LEDs é possível acender e apagar rapidamente possibilitando o efeito “flash”, sem detrimento da vida útil.
CONCEITOS LUMINOTÉCNICOS

Luz: é uma radiação eletromagnética capaz de produzir sensação visual. Responsável por nos transmitir a sensação de ver, desse modo pode influenciar a maneira como enxergamos os objetos.
Fluxo Luminoso: é a quantidade total de luz emitida a cada segundo por uma fonte luminosa. A unidade de medida do fluxo luminoso é o lúmen (lm).
Watt: É uma unidade de medida elétrica. Indica o consumo de energia de uma lâmpada.
Unidade de Medida: Watts – W.
Curva de Distribuição Luminosa: trata-se de um diagrama polar no qual se considera a lâmpada ou luminária reduzida a um ponto no centro do diagrama e se representa a intensidade luminosa nas várias direções por vetores, cujos módulos são proporcionais a velocidades, partindo do centro do diagrama. A curva obtida ligando-se as extremidades desses vetores é a curva de distribuição luminosa.
Costuma-se na representação polar, referir os valores de intensidade luminosa constantes a um fluxo de 1000 lumens.
Intensidade Luminosa: é definida como a concentração de luz em uma direção específica, radiada por segundo. Ela é representada pelo símbolo I e a unidade de medida é a candela (cd). É utilizada para lâmpadas direcionais, como exemplo temos as dicróicas, PAR, incandescentes refletoras, entre outras.
Grau de proteção: Indica a proteção de um equipamento elétrico. As classes de proteção são especificadas pela sigla IP (índice de proteção), e dois dígitos identificando a classe de proteção. O primeiro dígito determina a proteção quanto a objetos sólidos e pessoas, sua escala é de 0-6. O segundo digito determina a proteção quanto à entrada de água, sua escala é de 0-8.. Quanto maior o índice, maior é a proteção. EX. IP65
Nível de Iluminação ou Iluminância: é o fluxo luminoso que atinge uma superfície situada a uma determinada distância por segundo, ou seja, é a quantidade de luz em um certo ponto. A unidade de medida é o lux, representada pelo símbolo E. Um lux equivale a 1 lúmen por metro quadrado (lm/m2).
Temperatura de Cor: expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A sua unidade de medida é o Kelvin (K). Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, e sim a tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. A luz ‘’quente’’, de aparência amarelada, tem baixa temperatura de cor (não superior a 3000K) sendo mais aconchegante e relaxante. A luz ‘’fria’’ de aparência branca tem temperatura de cor maior que 6000K, emitindo uma luz mais clara e estimulante.
Eficiência Energética: é calculada pela isão entre o fluxo luminoso emitido em lúmens e a potência consumida pela lâmpada em Watts. A unidade de medida é o lúmen por Watt (lm/W). Uma lâmpada proporciona uma maior eficiência luminosa quando a energia consumida (Watt) para gerar o mesmo fluxo luminoso é menor em relação a outra.
Vida média: é o numero de horas em que 50% das lâmpadas ensaiadas sob condições controladas em laboratório permanecem acesas. Esta vida não é necessariamente a vida em serviço, já que flutuações de tensão e outras influências ambientais podem resultar em um encurtamento da vida média.
Depreciação do Fluxo Luminoso: ao longo da vida útil da lâmpada, é comum ocorrer uma diminuição do fluxo luminoso que sai da luminária, em razão da própria depreciação normal do fluxo da lâmpada e devido ao acúmulo de poeira sobre as superfícies da lâmpada e do refletor. Este fator deve ser considerado no cálculo do projeto de iluminação, a fim de preservar a iluminância média (lux) projetada sobre o ambiente ao longo da vida útil da lâmpada.
Índice de Reprodução de Cor (IRC): quantifica a fidelidade com que as cores são reproduzidas sob uma determinada fonte de luz artificial, tendo como referência a luz natural. O IRC é medido em uma escala de zero a cem. Quanto mais alto o índice, melhor a reprodução das cores, proporcionando maior conforto visual ao ambiente. A capacidade da lâmpada reproduzir bem as cores (IRC) independe de sua temperatura de cor (K).
Fonte: Arapeva